Moules

Postado em set 19, 2010

Nossa terceira brassagem foi dia 14/07/2010. Depois de uma cerveja muito lupulada (John Wayne) e do monstro Petroleum, achamos que era a hora de fazer uma cerveja que fosse mais simples de tomar e que agradassem as mulheres em geral. Decidimos por uma Belgian Blond Ale, que é um cerveja com mais sabor de malte que de lúpulo, que é o responsável pelo amargor que geralmente é o que desagrada quem não está acostumado com cervejas artesanais. Desenvolvemos a receita abaixo: 20 kg de malte Pilsen – 88% 2,5 kg de malte Munich tipo II – 10% 0,5 kg de açucar – 2% 50 gr de Magnum  [14,3%] – 60 min – 16,2 IBU 5 gr de Whirlfloc – 10 min OG est. – 1062 FG est. – 1016 Álcool est. – 6,02% OG – Não medido, proveta quebrada FG – 1020 Alcool – +- 6% Cor est.: 10,4 SRM A mostura foi feita com 2 rampas: 64 graus – 1h e 68 graus 30 min. A filtragem ocorreu bem dessa vez, depois do pesadelo da filtragem da Petroleum. O mosto foi fervido durante 75 minutos e o fermento utilizado dessa vez foi Brewferm que estava na Bode Brown. O fermento foi utilizado pelo Caique e ele deixou na Bode Brown para alguém usar. Conversando com o Samuel sobre essa brassagem, ele sugeriu usarmos aquele fermento. Ótima dica, o fermento se comportou como um monstro, apesar do frio que fazia. No fim, atingimos o objetivo de agradar as pessoas que não tinham gostado das anteriores por ser muito amarga. Engarrafamos 60 litros e colocamos 40 em postmix aproximadamente. Para o Curitiba Homebrewers Festival foram separadas 48 garrafas e algumas foram para o Mestre Cervejeiro e para o Realejo Culinária Acústica. O nome Moules vem do francês e significa Mexilhão, um prato tipo belga que harmoniza muito bem com esse estilo de cerveja, em geral com pratos...

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Petroleum

Postado em set 19, 2010

Nossa segunda brassagem ocorreu dia 31/07/2010, como o pessoal aqui gosta de cervejas pretas e estavam vislumbrados pelas Imperial Stout, resolvemos fazer uma Imperial Stout. A princípio era uma Imperial Stout “simples”. Mas resolvemos colocar aveia para ajudar na retenção de espuma, o que a transformou em Imperial Oatmeal Stout. Como queríamos fazer uma cerveja forte, encorpada e com todos aqueles aromas e sabores que uma Imperial Stout merece. Escolhemos tentar atingir os limites superiores definidos pelo BJCP, ou seja OG 1115 e 12% de álcool. Á principio a receita parecia muito boa, é depois de pronta ela provou que está ficando cada vez melhor. O problema que enfrentamos foi colocar todo esse malte numa panela de 120 litros. Nesse dia descobrimos o máximo da panela, aprendemos que exageramos e muito na receita. Veja o vídeo abaixo do momento em que tentavámos colocar tudo na panela. Sinistro, tínhamos que colocar todos aqueles 47 kg de malte e obviamente eles não cabiam com água da mostura. “É, acho que vai demorar” Mas no fim conseguimos, como não cabia toda a água da mostura (no mínimo do mínimo 2 vezes o peso de malte em litros de agua) e como todo aquele líquido se tornou de uma coisa preta sem precedentes, testamos se a conversão estava feita tomando o mosto, depois de algumas horas o líquido já estava bem doce, então decidimos iniciar a filtragem que iria se estender durante 12 horas. O vídeo logo abaixo mostra o momento de felicidade quando o mosto começa a fluir depois de umas 8 horas, antes disso era só um fio que saía da panela. Depois a fervura e resfriamento ocorreram muito bem. Depois de colocar o mosto nos galões e adicionar o fermento, percebemos que tinham se passado 24 horas desde o ínicio. Nunca mais faremos uma brassagem tão longa assim com certeza. Quando medimos a FG provamos a cerveja e apenas um nome veio a cabeça, Petroleum. A cerveja demora a escorrer do copo, é repleta de aromas e sabores. E não contentes com a complexidade que a cerveja já possuía. Resolvemos adicionar 200 gr de chocolate 85% de cacau na maturação. O resultado? Você poderá conferir no Curitba Homebrew Fest dia 25 de setembro. Aprendemos muitas coisas com a Petroleum, o limite máximo de malte para nossas panelas é 40 kg e mesmo assim dando uma exagerada. Que a cevada torrada moída jamais deve entrar na panela de brassagem, aquilo entope tudo, na próxima brassagem dessa receita iremos passar um “café” e adicionar apenas o líquido na panela, aquele pó dentro da panela nunca...

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John Wayne

Postado em set 19, 2010

John Wayne no Mestre Cervejeiro

No dia 24/07/2010 fizemos a primeira brassagem da Dům Cervejaria. Como tínhamos que terminar de montar nosso equipamento antes de começar, as panelas ainda precisavam ser furadas, fogareiros montados, resolvemos fazer uma receita que tivesse apenas uma temperatura de mostura e analisando os insumos disponíveis na BodeBrown, decidimos por fazer uma American Pale Ale com Dry Hopping. Uma cerveja deste estilo que gosto muito é a Pale Ale da Sierra Nevada Brewing Co., procuramos referências da receita na internet e montamos uma com os ingredientes disponíveis. Segue a receita: 20 kg de malte pilsen – 89.98% 2,25 kg de malte Caramunich tipo II – 10,11% 100 gr Pearle [8%] – 60 min – 18,8 IBU 150 gr Cascade [5,5%] – 15 min – 9,6 IBU 120 gr Cascade [5,5%] – 5 min – 3,1 IBU 80 gr Cascade [5,5 %] – Dry Hop – 5 dias Fermento: US-05 OG est – 1,055 FG est – 1,014 Álcool est – 5,28 % Amargor – 31,5 IBU Cor est – 9,1 SRM OG – 1,053 FG – 1015 Álcool – 4,95% 7 galões de água Prata da Serra Volume obtido no final da brassagem: 95 litros Utilizamos 2 galões de 50 litros da Recozil para fermentar e após 5 dias de fermentação adicionamos o lúpulo para o Dry Hopping. Depois de maturá-la por alguns dias (não anotamos exatamente as datas) colocamos 60 litros em postmix e 40 litros em garrafas com primming (em valores aproximados). Com o sabor cítrico caracteristico do lúpulo Cascade, contrabalanceado com o sabor do malte, caiu no gosto dos atleticanos que compareceram ao jogo Atlético PR x São Paulo e um postmix foi facilmente finalizado pelo pessoal presente. Decidimos chamá-la de John Wayne, uma clara referência ao ator estadunidense, pois os lúpulos e o fermento utilizados são provenientes dos EUA. Então, a D-lab desenvolveu o rótulo e levamos algumas garrafas para o Mestre Cervejeiro e para o Realejo Culinária...

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